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Nova rodada de previsões da NOAA confirma El Niño a partir de julho 2026, com o fenômeno ganhando força até o verão do hemisfério sul.

Previsões confirmam chegada do El Niño
No último mês, as condições de El Niño avançaram de forma significativa, o que se reflete em temperaturas oceânicas acima da média. Esse cenário levou a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), em sua atualização mais recente, a apontar o início do El Niño a partir de julho de 2026, com fortalecimento até o verão do hemisfério sul.
Ainda de acordo com a NOAA, existe uma possibilidade de 63% de que tenhamos um El Niño superforte se desenvolvendo a partir de novembro deste ano. Essas condições fariam com que esse El Niño seja classificado como o maior desde 1950.
Apesar destas previsões, alguns pontos de atenção são bastante importantes e principalmente conectados aos impactos causados pelo fenômeno. A efetivação dos impactos causados pelo El Niño ainda depende de condições atmosféricas que podem acabar atenuando os possíveis efeitos do fenômeno climático.
Outro ponto, ressaltado pela própria NOAA, é que mesmo eventos de alta intensidade, não necessariamente levam a impactos climáticos esperados. Entretanto, eles aumentam as chances de que estes impactos acabem se concretizando.
Olhando para os próximos três meses, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) aponta para chuvas levemente abaixo da normal climática para grande parte do país, com exceção para a região sul e alguns pontos na região norte.
Vale lembrar que esta condição de menor volume de chuvas ao longo dos meses de julho e agosto, até meados de setembro é normal, já que a estação chuvosa no Brasil tem início em meados de setembro. Na mesma previsão, o instituto aponta para temperaturas acima da normal climática para praticamente todo o país.
Quando olhamos para o desenvolvimento das lavouras brasileiras, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das principais culturas acompanhadas pelo RaboResearch.
Para o milho safrinha, o clima segue favorável para as lavouras no Mato Grosso. Porém Goiás, Minas Gerais e Tocantins seguem abaixo do esperado para o período.
Pontos de Atenção:
Chuvas em abril/maio atrasaram a safra e a moagem de cana. Apesar de essas condições favorecerem 2026/27, o El Niño pode causar novas paradas e dificultar a colheita.
As baixas temperaturas e a chuva da primeira quinzena de junho desaceleraram a colheita do café. A previsão é que, nas próximas semanas, o clima retorne à normalidade e impulsione a colheita
do café.
Clima
Previsão de anomalias de precipitação (mm) Julho-Agosto-Setembro

Previsão de anomalias de temperatura (ºC) Julho-Agosto-Setembro





















