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Para a safra 2025/26, a expectativa é de que o país registre a segunda maior produção de pluma da história, estimada em cerca de 4,0 milhões de toneladas.

Avanço da pluma brasileira em um ambiente volátil
A produção recorde de pluma na safra 2024/25 foi determinante para elevar as exportações brasileiras a um novo patamar. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, os embarques somaram 3,0 milhões de toneladas, representando um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Esse desempenho foi sustentado por uma sequência consistente de volumes mensais elevados ao longo da temporada, com destaque para um segundo trimestre particularmente forte, que superou os resultados observados nos demais anos da série histórica. Nesse contexto, o Brasil reforça sua posição como o maior exportador global ao longo de todo o ano.
No que se refere à safra 2025/26, a expectativa é de que o país registre a segunda maior produção de pluma da história, estimada em cerca de 4,0 milhões de toneladas. Esse volume é alcançado apesar de uma leve retração de aproximadamente 2% na área plantada, compensada por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, que permitiram uma produtividade excepcional, configurando o segundo melhor resultado já registrado, atrás apenas da safra anterior.
Olhando adiante, para a safra 2026/27, o USDA projeta uma retração de aproximadamente 5% na produção global em relação ao ciclo 2025/26, enquanto o consumo mundial deve apresentar crescimento moderado, em torno de 1,5%.
Esse descompasso entre oferta e demanda tende a resultar em uma leve redução dos estoques globais de pluma. Ainda assim, esse cenário deve ser analisado à luz de um ambiente macroeconômico mais amplo, que segue desafiador. A persistência da inflação e a redução do poder de compra limitam o consumo global de produtos têxteis, reforçando um viés de demanda mais contido. Adicionalmente, os preços do petróleo acumulam alta de cerca de 17% nos últimos 12 meses, pressionando os custos logísticos.
Paralelamente, as tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã intensificam o nível de incerteza global, o que pode impactar negativamente a demanda por fibras e o consumo de pluma.
Apesar da recente valorização das cotações em Nova York, os preços em reais acumulam retração de aproximadamente 3% ao longo do último ano. Diante dessa combinação de fatores, incluindo incertezas macroeconômicas e riscos climáticos associados a possíveis eventos de El Niño, o RaboResearch projeta que os preços da pluma tendam a permanecer relativamente estáveis. Por fim, vale destacar que parte da produção ainda depende da evolução das condições climáticas, de modo que eventuais riscos adicionais na oferta global podem não apenas influenciar os preços, mas também afetar o ritmo das exportações brasileiras.
Pontos de Atenção:
De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a comercialização da pluma em Mato Grosso atingiu 72%, ficando 4 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. Esse avanço foi impulsionado pela valorização dos preços em Nova York, que estimulou as vendas não apenas da safra 2025/26, mas também antecipou negociações para a safra 2026/27.
De maneira geral, as lavouras seguem com bom desenvolvimento, enquanto a colheita já teve início na Bahia e em Mato Grosso do Sul. No estado do Mato Grosso, os trabalhos deverão começar nas próximas semanas.
Preços recuam após recente alta
Preço em Nova Iorque (NY) vs. Mato Grosso, junho 2024 – junho 2026

Relação estoque/consumo mundial, 2018/19 – 2026/27e





















