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Proteína Animal - Perspectivas 2027
O mercado brasileiro de proteína animal deve manter trajetória de expansão em 2027, mas em um ambiente de maior necessidade de disciplina de oferta e gestão de margens. A menor disponibilidade de carne bovina deve sustentar preços e favorecer a substituição por carnes suína e de frango, enquanto custos de alimentação, clima e capacidade de repasse ao consumidor permanecem como fatores relevantes para a rentabilidade. As exportações brasileiras de carnes bovina, suína e de frango devem alcançar novos avanços em 2027, ainda que em ritmos distintos. A carne bovina tende a ser favorecida pela menor oferta global, enquanto suínos e frango dependerão mais da diversificação de destinos, da competitividade de custos e da manutenção do status sanitário; barreiras comerciais, riscos sanitários e a concentração em mercados-chave seguem como os principais desafios.

Boi
Menor oferta deve seguir sustentando novas valorizações
A pecuária bovina de corte brasileira avançou em 2026 para uma fase mais clara de reversão do ciclo, marcada pela redução da oferta. Após o elevado descarte de vacas observado nos últimos anos, a retenção de matrizes ganhou força, reduzindo gradualmente a disponibilidade de animais para abate e pressionando os preços da reposição. Para 2027, o bezerro ainda encontra espaço para renovar recordes, refletindo principalmente a queda no abate de fêmeas e a recomposição do rebanho de cria. A menor oferta de boi gordo também já começa a se refletir nos preços.
De acordo com o Cepea, o boi gordo atingiu BRL 380 por arroba em outubro de 2026, alta de 4% em relação ao mês anterior. O bezerro também alcançou níveis recordes em setembro, sinalizando que a retenção de fêmeas e a menor disponibilidade de animais jovens já estão sendo incorporadas às relações de troca. Nesse cenário, a reposição deve permanecer como um dos principais fatores de pressão sobre as margens da recria e da terminação.
A valorização do boi gordo tende a ganhar consistência ao longo de 2027, com uma dinâmica de preços semelhante à observada neste ano. No primeiro semestre, a oferta residual de fêmeas de ciclos anteriores, a entrada de animais terminados a pasto e a oferta de alguns confinamentos podem limitar movimentos mais fortes de alta. A partir da segunda metade do ano, a redução do abate de fêmeas e a menor disponibilidade de bezerros devem se tornar mais evidentes, sustentando preços reais mais firmes.
Uma eventual maior coordenação mensal dos embarques para a China pode contribuir para reduzir a volatilidade do mercado. Embora possa limitar movimentos pontuais de alta, uma maior previsibilidade das exportações tende a favorecer maior estabilidade nas cotações domésticas.
No mercado externo, 2026 tem combinado demanda robusta com maior impacto das barreiras comerciais. O RaboResearch estima queda de 3,5% na produção global de carne bovina em 2026, para 11,3 milhões de toneladas em equivalente carcaça, cenário que mantém firmes os fundamentos do mercado internacional. Ao mesmo tempo, cotas, tarifas e suspensões temporárias de embarques têm redistribuído os fluxos comerciais e ampliado a volatilidade para o setor produtivo.
A China permaneceu como o principal destino, mas a cota de salvaguarda para a carne bovina brasileira passou a limitar os embarques no terceiro trimestre deste ano. Nesse período, as exportações brasileiras recuaram 25% na comparação anual, interrompendo sete meses consecutivos de crescimento, à medida que o limite da cota anual se aproximava. Acima desse volume, a tarifa adicional reduziu a competitividade do produto brasileiro e aumentou a necessidade de redirecionar volumes para outros mercados.
Nesse contexto, a busca por novos destinos e a expansão em mercados já acessados devem estar entre os principais desafios dos exportadores em 2027. O RaboResearch projeta exportações de 4,5 milhões de toneladas em equivalente carcaça, alta de 1,5% sobre 2026, mas ainda abaixo do recorde registrado em 2025.
Os EUA seguem oferecendo oportunidades para “trimmings”, ou aparas magras, sobretudo diante da oferta restrita de gado e carne bovina no mercado norte-americano. No entanto, tarifas e cotas adicionais permanecem como riscos relevantes para os fluxos comerciais ao longo do ano. A União Europeia também exige atenção após as restrições relacionadas ao uso de determinados medicamentos antimicrobianos, enquanto as perspectivas de uma retomada mais significativa dos embarques permanecem limitadas no período.
A concentração em poucos destinos permanece como risco estratégico. China e EUA respondem por parcela relevante da receita das exportações, ampliando a exposição a medidas sanitárias ou comerciais. Mercados como México, Chile, Egito, Rússia e Filipinas, além do Oriente Médio e Sudeste Asiático, devem ganhar relevância, mas ainda não têm escala para absorver uma interrupção prolongada nos principais destinos, especialmente a China.
A possível abertura de Japão e Coreia do Sul para a carne bovina brasileira permanece como oportunidade de alto valor. O avanço depende de negociações sanitárias e da habilitação de plantas, mas poderia ampliar o acesso a cortes de maior valor agregado e estimular investimentos em genética e raças europeias. Em 2027, atributos como qualidade, origem e conformidade devem ganhar importância, complementando a competitividade em preço.
No mercado doméstico, a menor oferta e a valorização da arroba devem reduzir a disponibilidade de carne bovina. O RaboResearch estima queda de 6% no volume destinado ao consumo interno em 2027, para 6,5 milhões de toneladas. Nesse cenário, a carne bovina deve novamente perder participação para proteínas mais competitivas, como frango, suínos, pescado e ovos, sobretudo entre consumidores mais sensíveis à renda.
O clima adiciona uma camada de incerteza ao cenário, com o El Niño entre os principais riscos para a safra agrícola iniciada em setembro de 2026. Excesso de chuvas no Sul, déficit hídrico no Norte e Nordeste e maior irregularidade no Centro-Oeste podem afetar a qualidade das pastagens, a produção de grãos e os custos de terminação. Nesse contexto, a formação de reservas forrageiras e silagem segue como uma importante estratégia para reduzir a vulnerabilidade na oferta de alimento.
A agenda ambiental também avança. A rastreabilidade individual, os protocolos de origem e as exigências relacionadas ao desmatamento devem elevar os custos de adaptação no curto prazo, mas também podem ampliar o acesso a mercados e crédito. Para pequenos e médios produtores, soluções de menor custo e maior interoperabilidade entre bases públicas e privadas serão importantes para reduzir o risco de exclusão comercial.
Em resumo, 2027 deve marcar a consolidação da fase de oferta restrita do ciclo pecuário. Preços mais elevados para o boi gordo e a reposição devem ser sustentados pela retenção de fêmeas, enquanto o potencial adicional de valorização dependerá da capacidade da indústria de continuar ampliando as exportações e, principalmente, repassar parte do aumento dos custos ao mercado doméstico. Gestão de risco, estratégia de comercialização, eficiência zootécnica e rastreabilidade devem permanecer entre os principais diferenciais para a captura de margens ao longo deste ciclo.
Pontos de Atenção:
A competitividade da carne bovina frente às proteínas mais acessíveis deve permanecer como um dos principais desafios para a demanda, especialmente com frango e suínos partindo de patamares de preços mais baixos após períodos de sobreoferta em 2026.
A possível coordenação dos embarques mensais para a China deve contribuir para maior estabilidade nos preços do boi gordo, embora a tendência de valorização permaneça.
Indicador do boi gordo
Relação de troca boi gordo x bezerro
Produção brasileira de carne bovina
Exportações brasileiras de carne bovina
Suínos
Expansão continua, mas 2027 exigirá maior disciplina da oferta
A suinocultura brasileira manteve forte crescimento em 2026, sustentada por ganhos de produtividade, custos de alimentação competitivos e expansão das exportações. O RaboResearch estima produção de 5,9 milhões de toneladas, alta de 5,5% sobre 2025. Entre janeiro e setembro, os embarques alcançaram 1,2 milhão de toneladas, avanço de 6,5%, enquanto a receita cresceu apenas 1,4%, refletindo a pressão sobre os preços médios internacionais.
Para 2027, a produção deve avançar outros 3,0%, para 6,05 milhões de toneladas, com exportações de 1,65 milhão de toneladas. O cenário-base permanece positivo, mas com menor espaço para um crescimento descoordenado da oferta.
O mercado global de carne suína entrou no segundo semestre de 2026 com excesso de oferta e demanda estagnada. A China ampliou a produtividade, a UE reteve mais produto após restrições sanitárias e a América do Norte registrou oferta ligeiramente maior. Para 2027, a redução do plantel de matrizes na China pode limitar a produção, mas a recuperação das importações tende a ser moderada diante de um consumo ainda enfraquecido.
A principal mudança estrutural segue sendo a menor centralidade da China no comércio global. O mercado tornou-se mais fragmentado e competitivo, com maior participação de México, Filipinas, Japão e Sudeste Asiático. O Brasil tem se beneficiado dessa diversificação, mas precisará preservar a competitividade de custos e ampliar o acesso sanitário para sustentar o crescimento das exportações.
As Filipinas se mantiveram como principal destino em 2026, apesar do menor ritmo de crescimento frente à base do ano anterior. O forte avanço da demanda do Japão, que seconsolidou como segundo maior destino, compensou parcialmente a queda dos embarques para a China, ainda o terceiro maior importador. Na América do Sul, o Chile permanece como principal comprador. A entrada da Malásia e os avanços em Argentina, República Dominicana, Peru e África do Sul mostram que a diversificação dos mercados já produz resultados concretos.
Para 2027, o principal desafio será transformar essa diversificação em demanda recorrente. Mercados asiáticos valorizam cortes e miúdos com menor consumo no Brasil, contribuindo para melhor aproveitamento e valorização da carcaça. O status do país como livre de febre aftosa sem vacinação amplia as oportunidades de acesso, especialmente para Paraná e Rio Grande do Sul, inclusive em mercados relevantes como a China, que mantém tarifas sobre miúdos da UE.A ampliação dos embarques de miúdos para a China e outros mercados asiáticos pode trazer ganhos relevantes de rentabilidade aos processadores. A demanda doméstica por esses produtos é limitada e boa parte da produção ainda é direcionada para pet food e alimentação animal, segmentos com menor valor de comercialização. A ABPA estima que somente a China poderia absorver 100 mil toneladas de miúdos por ano, movimentando cerca de USD 100 milhões.
A Peste Suína Africana deve permanecer como o principal risco sanitário internacional, especialmente no Hemisfério Norte. Focos em javalis e granjas comerciais podem alterar rapidamente os fluxos de comércio, enquanto a eficácia e a aceitação comercial das vacinas ainda são desiguais. A Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos também permanece como risco relevante para a produção relevante na América do Norte e na Europa.
Até o momento, apesar dos riscos, esses eventos de riscos de doenças têm gerado oportunidades comerciais e contribuído para consolidar um status sanitário mais robusto, importante em um mercado externo cada vez mais exigente.
No mercado doméstico, a oferta crescente deve limitar altas mais expressivas nos preços do suíno vivo. O RaboResearch projeta aumento de 2,5% na disponibilidade interna em 2027, para 4,4 milhões de toneladas. A valorização esperada da carne bovina abre espaço para substituição, mas a expansão da oferta de frango aumenta a competição entre proteínas mais acessíveis. Promoções e produtos processados e de conveniência serão importantes para absorver o volume adicional.
Os custos de alimentação devem permanecer próximos aos níveis observados no segundo semestre de 2026, embora estoques menores, câmbio e riscos climáticos possam aumentar a volatilidade. DDG e coprodutos regionais devem continuar ganhando espaço nas formulações, desde que mantenham qualidade e logística competitivas. Custos de alimentação sustentados também exigirão preços mais altos do suíno vivo para dar continuidade à recuperação das margens esperada para a segunda metade do ano.
A rentabilidade em 2027 dependerá mais de ganhos de produtividade do que da expansão do plantel. Peso de abate, conversão alimentar, sanidade, eficiência energética e contratação de insumos devem permanecer entre as prioridades. Integradores e produtores independentes também precisarão acompanhar a relação entre preço do leitão, custo da ração e preço do suíno terminado, evitando a formação de excesso de oferta nos primeiros meses do ano.
Um dos principais aprendizados de 2026 foi a necessidade de coordenar melhor os alojamentos com os ganhos de produtividade, especialmente diante dos recordes no peso médio das carcaças. Em alguns períodos, a redução no número de animais alojados foi mais do que compensada pelo aumento do peso de abate, ampliando a disponibilidade de carne e agravando o cenário de sobreoferta.
Em resumo, 2027 tende a registrar novos recordes de produção e exportação, mas com margens mais sensíveis à disciplina de oferta e aos preços internacionais. O Brasil permanece bem posicionado em competitividade de custos, biossegurança e diversificação comercial, mas o crescimento sustentável exigirá maior equilíbrio entre alojamentos, ganhos de produtividade, demanda doméstica e expansão dos mercados externos.
Pontos de Atenção:
Os riscos sanitários globais, tanto pela PSA quanto pela PRRSv, devem permanecer entre os principais pontos de atenção do setor produtivo, mas também podem gerar oportunidades para as exportações brasileiras, favorecidas pela competitividade e pelo status sanitário do país.
O reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação amplia as oportunidades de abertura e expansão em mercados mais exigentes, especialmente na Ásia.
Preço da carne suína – atacado SP
Preço do suíno vivo e do milho - PR
Produção brasileira de carne suína
Exportações brasileiras de carne suína
Frango
Oportunidades de mais expansão mas de forma moderada
A avicultura brasileira apresentou forte recuperação em 2026, após as suspensões temporárias decorrentes do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade registrado em 2025. A retomada dos principais mercados e a competitividade da proteína impulsionaram a produção e as exportações. O RaboResearch estima produção de 16,3 milhões de toneladas em 2026, alta de 4,5%, com embarques de 5,8 milhões de toneladas. O crescimento da produção global de carne de frango deve ser de 3,5% com relação ao ano anterior.
Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações de carne de frango somaram 4,3 milhões de toneladas, crescimento de 15% na comparação anual. Somente em setembro, os embarques foram de cerca de 487 mil toneladas, com receita próxima de USD 966 milhões. A baixa base de comparação de 2025 explica parte desse avanço, mas a velocidade da recuperação também reforça a capacidade brasileira de recompor mercados após os eventos sanitários.
Para 2027, o RaboResearch projeta produção de 16,7 milhões de toneladas, alta de 2,5%, e exportações de 5,9 milhões de toneladas, avanço de 3,0%. A participação do mercado doméstico deve se manter estável ao verificado em 2026, em torno de 65%, mesmo se consolidando como maior exportador de carne de frango do mundo.
A produção global deve ter mais um ano de expansão, mas em ritmo de desaceleração com relação a 2026, com alta de 2,5% a 3,0%. A rápida expansão da oferta, no entanto, não deve resultar em condições favoráveis em todas as regiões produtoras: excesso de oferta, menor crescimento econômico e consumidores mais sensíveis a preços pressionaram as margens. Para 2027, maior disciplina na produção será fundamental para evitar que o crescimento da oferta supere o avanço da demanda como ocorreu no início desse ano.
A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e doença de Newcastle devem permanecer como o principais riscos sanitários. A migração de aves, a circulação de diferentes linhagens do H5N1 e a possibilidade de novos focos comerciais mantêm elevado o risco de interrupções nos fluxos de comércio. O Brasil deve seguir priorizando biossegurança, vigilância, regionalização e rápida contenção de focos, preservando a estratégia de não vacinação para reduzir o risco de barreiras comerciais.
A experiência de 2025 reforçou a importância dos acordos de regionalização. A rápida reabertura de China, UE e outros destinos em 2026 reduziu o impacto do episódio sanitário e favoreceu a recuperação dos embarques. Em 2027, a ampliação desses protocolos e a comunicação transparente entre governo, indústria e importadores serão fundamentais para reduzir o período de suspensão diante de eventuais ocorrências isoladas.
O recente caso da doença de Newcastle em Santa Catarina em uma granja comercial de perus, que foi descoberto através de uma fiscalização preventiva, somado aos protocolos de descarte e monitoramento da região indicam que as restrições regionais nas exportações não devem resultar em quedas maiores de embarque como foi verificado em 2025.
A China deve permanecer relevante, mas com menor previsibilidade. O avanço da produção doméstica e a diversificação de fornecedores limitam o potencial de crescimento, embora o país mantenha demanda por patas, asas e outros produtos de menor valor no mercado brasileiro. A retomada das compras em 2026 contribuiu para normalizar os fluxos, mas o desempenho em 2027 dependerá dos preços relativos, estoques e políticas de importação.
México, Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita, Filipinas, União Europeia e África do Sul devem permanecer entre os mercados de maior interesse. A recuperação das exportações dos EUA aumenta a concorrência no México e na Ásia, enquanto a maior oferta europeia adiciona pressão em mercados próximos. O Brasil deve permanecer competitivo, mas câmbio, frete e exigências halal seguirão influenciando a distribuição dos embarques.
No mercado doméstico, a carne de frango deve ampliar seu papel como principal alternativa à carne bovina. O RaboResearch projeta disponibilidade de 10,8 milhões de toneladas em 2027, alta de 2,0%. Preços competitivos, conveniência e variedade de cortes devem sustentar o consumo, especialmente diante da menor oferta esperada de carne bovina.
A maior oferta doméstica exige atenção ao mix de produtos. Cortes menores, desossados, temperados e de preparo rápido devem ganhar espaço nos grandes centros urbanos. No food service, a busca por proteínas de custo mais previsível favorece o frango, embora a maior oferta de carne suína aumente a competição. Nos custos de ração, a produção recorde de milho projetada para 2026/27 favorece a oferta, mas a expansão do etanol de milho deve reduzir os estoques. O farelo de soja tende a manter os custos competitivos, enquanto DDG deve ganhar espaço nas regiões próximas às usinas.
Bem-estar animal, rastreabilidade, uso responsável de antimicrobianos e descarbonização seguirão ganhando relevância comercial. Compradores internacionais tendem a exigir indicadores mais detalhados, enquanto varejistas brasileiros avançam em compromissos próprios. Automação, monitoramento em tempo real e genética devem elevar a produtividade, mas mão de obra, logística e manutenção permanecem gargalos. Empresas integradas e flexíveis para ajustar peso de abate, mix e destinos estarão mais preparadas para responder à volatilidade.
O câmbio seguirá como fator de competitividade, mas também afeta os custos de aditivos, genética e equipamentos importados. A expansão das exportações exigirá disponibilidade de contêineres, eficiência portuária e previsibilidade documental. Contratos mais flexíveis e diversificação de portos podem reduzir impactos de interrupções logísticas e mudanças nos destinos.
Em geral, 2027 deve ser mais um ano de expansão para a avicultura brasileira, porém em ritmo moderado e com maior necessidade de disciplina. O consumo interno será favorecido pela substituição da carne bovina, enquanto as exportações dependerão do status sanitário, regionalização e diversificação. Eficiência de custos e ajustes rápidos no alojamento serão decisivos para preservar margens.
Pontos de Atenção:
Apesar do bom início da safra de soja, o El Niño segue como principal risco climático, podendo reduzir a produtividade dos grãos e pressionar os preços dos insumos. O excesso de chuvas, principalmente no Sul, também pode prejudicar a entrega de animais para abate e a produção de pintinhos.
A maior competitividade da carne de frango frente à bovina deve favorecer a demanda doméstica já no início de 2027, sustentando os preços ao longo da cadeia de frango de corte.
Preço da carne de frango – atacado de SP
Preço do frango vivo e do milho
Produção brasileira de carne de frango
Exportações brasileiras de carne de frango
Baixe o relatório em PDF: Perspectivas para o agronegócio brasileiro 2027











