Pesquisa
Adaptar para produzir: a resiliência da agricultura frente às mudanças
Nos últimos dez anos, o mundo registrou os períodos mais quentes da história, evidenciando os impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura global. No Brasil,...

Ao nível global, os últimos dez anos figuram entre os dez mais quentes já registrados, configurando uma sequência inédita de recordes de temperatura. Esse cenário reforça a urgência de compreender e mitigar os impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura global, cuja produtividade depende diretamente das condições climáticas.
As mudanças climáticas têm provocado efeitos cada vez mais evidentes na produção agrícola brasileira, com eventos extremos que se tornam mais frequentes, intensos e imprevisíveis.
A recorrência desses eventos extremos evidencia a vulnerabilidade da agricultura brasileira diante da crescente imprevisibilidade climática, exigindo adaptações e estratégias de resiliência para garantir a sustentabilidade do setor agropecuário.
Este relatório analisa o que já está sendo feito hoje em dia para enfrentar os desafios climáticos e o que ainda pode ser implementado, ou que ainda esteja na fase de desenvolvimento e pesquisa, para garantir maior resiliência para safras futuras de milho, café e cana no Brasil.
Fica evidente que existe um esforço grande para desenvolver e disseminar tecnologias e estratégias para ajudar a agricultura a enfrentar os desafios climáticos, entre elas o melhoramento genético, a irrigação, e o manejo de solo.
Destacamos a importância da continuidade da inovação por meio de um ecossistema robusto e saudável de pesquisa e desenvolvimento, tanto no setor público quanto no setor privado. A contribuição de entidades de excelência em pesquisa tem sido fundamental para levar o agronegócio brasileiro para à sua preeminência atual. Tais entidades terão um papel essencial em garantir que a tecnologia e as práticas utilizadas no campo, no futuro, sejam cada vez mais capazes de lidar com o estresse climático.
Destacamos também a relação, em nível regional, entre a preservação da vegetação nativa e os padrões de precipitação. Nesse contexto, é fundamental a preservação e a restauração florestal para a mitigação de mudanças climáticas, partindo do nível das propriedades rurais e expandindo para um movimento coletivo de preservação da paisagem regional. Isso precisa de um esforço conjunto entre produtores rurais e governos locais voltadas tanto à preservação de uma porcentagem crítica da vegetação nativa regional quanto à restauração em regiões onde a perda já ultrapassou níveis associados com impactos na precipitação.
Coautor: Camila Bonilla Cedrez
Este é um artigo exclusivo
Entre ou cadastre-se para solicitar acesso



