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Como o Brasil está surfando na onda do café robusta?

12 setembro 2024 9:40 RaboResearch

Em meio a restrições globais de oferta, o Brasil está aumentando suas exportações de café robusta, conhecido por seu maior teor de cafeína, resistência a doenças e...

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Apesar da recessão econômica global ter impactado o consumo em países desenvolvidos, a demanda global de café cresceu 0,7% ao ano entre 2018 e 2023. Em meio a limitações na oferta global, o Brasil está aumentando suas exportações de café canéfora (robusta/conilon), conhecido por seu maior teor de cafeína, resistência a doenças e, recentemente, margens elevadas.

Graças à sua versatilidade e custo-benefício em produtos como cafés gelados, prontos para beber e incorporados nos blends de torrado e moido, o robusta está ganhando popularidade no mercado global. O café solúvel continua sendo o formato mais relevante, representando 23% do consumo global, com expectativa de crescimento especialmente na Ásia, América Latina, Oriente Médio e África.

A indústria brasileira de café solúvel depende do café robusta e tem recebido investimentos estratégicos significativos, particularmente no Espírito Santo, impulsionados pela crescente demanda global e doméstica. Com a redução da oferta de café robusta do Vietnã, o Brasil está dominando o mercado, apoiado por investimentos substanciais que ultrapassam R$ 1,5 bilhão e um forte foco na exportação.

À medida que a produção de café robusta do Brasil continua a crescer, projeções sugerem que o país pode se tornar o maior produtor mundial dentro de uma década, impulsionado por avanços nas técnicas agrícolas e práticas sustentáveis.

O setor tem potencial para atrair investidores de diversas áreas da cadeia de suprimentos, além da indústria alimentícia. Com o aumento da demanda global por café, há uma oportunidade significativa para os cafeicultores e novos investidores na expansão da produção de robusta.

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