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Carne e leite: Quem paga para reduzir o metano?

21 agosto 2024 16:54 RaboResearch

Os compromissos nacionais e corporativos assinados nos últimos anos, têm formulado metas ambiciosas de redução de emissões de gás metano (CH4) que incluem os setores...

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Os compromissos nacionais e corporativos assinados nos últimos anos, têm formulado metas ambiciosas de redução de emissões de gás metano (CH4) que incluem os setores de leite e carne no Brasil. Por enquanto, o aumento de produtividade tem sido o principal impulsor de redução de emissões por kg de carne ou litro de leite produzido, e o setor primário precisa de incentivos adicionais por parte do setor privado e do setor público para acelerar os investimentos que permitam reduzir as emissões além dos ganhos de produtividade. Os suplementos alimentares específicos para a redução de metano entérico, com comprovada eficiência, estão disponíveis no Brasil, mas têm desempenhado um papel limitado no país por causa do custo. Porém, há formas de aumentar a viabilidade da utilização destes suplementos com projetos como créditos de carbono, incentivos governamentais, desenvolvimento de produtos de alto valor agregado (principalmente para exportação) e incentivos por redução de emissões por parte do setor privado. Preços menores dos suplementos e funcionalidades adicionais, como aumento de produtividade dos animais, poderiam ajudar a incentivar o uso no campo como parte da estratégia geral de redução de emissões de metano nos setores de leite e carne no Brasil.

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